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  • Foto do escritorCardoso Júnior

Uma Vida – UK -2024


Praga 1938, o jovem britânico Nicholas Winton decide resgatar e resgata 669 crianças judias dos imundos guetos antes que a ocupação nazista feche as fronteiras. Cinquenta anos depois, ele, na pele de Anthony Hopkins vive assombrado pelo desconhecido destino das 250 crianças que não conseguiu trazer para um local seguro na Inglaterra.


Ok, filmes sobre o holocausto sempre têm seu peso e, principalmente, envolvendo crianças certamente um grande apelo, porém, depois de Zona de Interesse comentado aqui, com sua abordagem inventiva e revolucionária levou o tema para um outro patamar deixando o tratamento de #OneLife um tanto quanto mais tradicional, narrando uma história magnífica em um filme bem distante desse patamar ainda que recheado de momentos muito comoventes.


Enquanto o filme se move entre 1987/88 e 1939 (com Jonny Flynn fazendo o Winton mais novo) e contando com a sempre maravilhosa presença de Helena Bonham Carter, nota-se que as cenas de flashback são menos atraentes se comparadas as de 50 anos depois onde está o magnífico Anthony Hopkins na pele de um homem comum com uma história de vida magnífica e que só seria conhecida e reconhecida por conta de um programa de TV.


Fica claro que em certos momentos o roteiro fica algo desorientado e sem saber para onde ir, mas felizmente o recurso dos créditos finais explicativos resgata o enorme poder e importância do que acabamos de assistir e, claro que, com Hopkins em cena o filme alcança seu devido valor fílmico e humanitário.




Aproveito para lembrar do ótimo “As crianças de Windermere”, Análise nº 1.233 que você pode ler aqui e que trata de tema muito semelhante.






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