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  • Fábio Ruiz

Tell Me A Story – Temporadas 1 e 2 – EUA – 2018/2020


#TellMeAStory, disponível na plataforma Amazon Prime, inspira-se em contos de fada, que são subvertidos por naturezas humanas reais, como amor, ódio, vingança, inveja, dor, saudade, loucura, entre outras, em narrativas soturnas que se entremeiam para formarem as espinhas dorsais das temporadas – Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e Os Três Porquinhos, na primeira; e A Bela Adormecida, A Bela e A Fera, e Cinderela, na segunda –, lançando mão de estereótipos, objetos, e até passagens ícones dos contos, constroem suas estórias que nos remetem aos seus precursores.

A fórmula funciona muito melhor na primeira temporada do que na segunda, com conflitos mais contundentes e opressivos, que são bastante atenuados na sucessora, que ganha mais corpo de produto televisivo do que a sua precursora. O episódio final de ambas é muito bem bolado, convergindo toda a ação para uma locação, hotel e hospital, respectivamente, entretanto falha ao dar um final lúdico à personagem Jordan Evans, na primeira, e um lúgubre à personagem Tucker Reed, na sucessora, que seria mais audacioso e verossímil se esse fosse feliz e, consecutivamente, o da Olivia fosse tenebroso.

Neste sentido, o mesmo é observado nos quesitos técnicos que, apesar de serem notórios para TV, na primeira ainda apresentavam alguma tonalidade cinematográfica, cuja direção é mais coesa e oportuna, cujo o elenco é mais proficiente, onde Billy Magnussen, James Wolk, Dania Ramirez e Paul Wesley, que está em ambas em papéis diferentes, se destacam; e Wesley, Odette Annable, e Matt Lauria, na segunda, onde a seleção de atores foi menos criteriosa, apresentando interpretações que oscilam entre o ruim e o ótimo. Danielle Campbell, assim como Wesley, atua nas duas temporadas, apresentando um trabalho sólido na primeira, e um hesitante na segunda, especialmente, quando sua personagem se revela. Kim Cattrall e Carrie-Anne Moss são os nomes fortes de cada temporada e fazem jus a eles.


Tell Me A Story traz narrativas macabras, mais na primeira do que na segunda, baseadas em contos de fada, que as tornam relevantes e interessantes. Vale assistir.




TRAILER