Um Sonho A Dois – EUA – 2025
- Cardoso Júnior

- há 2 dias
- 2 min de leitura
Atualizado: há 10 horas
Analise 1.807

Quando se vê o nome de Kate Hudson indicada à Melhor atriz no Globo de Ouro e no Sindicato dos Atores, por certo há que se ficar confuso. Como assim? Por que? Pelo o que? Kate sempre, a meu ver, foi uma atriz mediana com papeis medianos e essas indicações surpreendem. O único jeito para entender é assistir Song Sung Blue e... levar um baita susto.

Eis um filme totalmente despretensioso financeiramente falando, sem grandes arroubos cinematográficos, mas que vem a compactuar com a pequena história e a ótima homenagem aos dois grandes -para nós desconhecidos- artistas cantores apresentados na obra de forma crua e muito honesta.
No início você achará que está assistindo a um arroz com feijão cinematográfico, no entanto, à medida que a história vai evoluindo você estará não só chorando de emoção, como cantando junto com os personagens, dançando na cadeira e, também chorando porque a vida é como ela é e, nem sempre, nos oferta um final feliz como nas fantasias.

Um Sonho a Dois, antes de tudo, é uma real e bela história de amor, de resiliência e de recomeços e, se você tem mais de quarenta anos, ainda de quebra, vai se deliciar com as letras e músicas do famoso – e ainda vivo- Neil Diamond como: Sweet Caroline, para citar apenas uma.

Com ótima edição, figurinos, coadjuvantes e reconstituição de época, esse sensível longa metragem que chega aos cinemas agora em janeiro 2026, traz um Hugh Jackman espetacular na sua atuação e cantando como nunca, mas quem surpreende e surpreende para valer é mesmo Kate Hudson. Ela não só está soberba nos momentos mais dramáticos de sua personagem como solta sua bela voz cantando espetacularmente bem todas as canções com muito carisma e muito charme. Não há dublagem em momento algum. E, sim, Hudson está no melhor papel de sua carreira e muito distante das comédias românticas que sempre atuou.

Esse tributo a esses dois artistas extraordinários em sua comunidade e que caíram no ostracismo não tem medo de sua simplicidade e nem de sua dramaticidade configurando-se numa obra que nos faz rir, dançar, cantar a despeito de seu enorme peso emocional resultando em uma agradabilíssima surpresa e, se, o Oscar for justo, manterá Kate Hudson indicada com todos os méritos e louvores.
Vale muito, muito mesmo conhecer.

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