Marty Supreme – EUA-2025
- Cardoso Júnior

- há 1 dia
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Analise 1.816

Com nove indicações ao Oscar 2026 e vários prêmios em festivais e elogiadíssima atuação do Timothée Chalamet, era o único filme que me faltava assistir e comentar para completar os 30 mais importantes deste ano nas principais categorias. Essa tarefa, que empreendo há 14 anos começou em novembro/2025 e, finalmente, concluí hoje, ufa! Espero ter sido útil aos amigos que me acompanham.

Dirigido por Josh Safdie, o mesmo do ótimo Joias Brutas (Análise nº 1.176), ao contrário do que se pensa, não é um filme sobre esportes e sim uma trama totalmente alucinada e altamente frenética marcada por uma câmera nervosa, muitos close-ups, repleto de cortes rápidos, com uma ambientação caótica de uma Nova York nos anos 1950 e ocasionais cenas de pingue-pongue em planos abertos apostando na agilidade física do protagonista (que levou 2 anos se preparando para essas cenas) e faz bonito como em todos os trabalhos que nos apresentou desde que, tão recentemente, surgiu no cinema conquistando o mundo com seu talento em papeis sequenciais, sempre ousados e marcantes antes mesmo de completar 30 anos.

Marty Supreme é muito mais um estudo de um personagem totalmente anti-herói, um jovem com ego inflado e irresponsável que só pensa em jogar pingue-pongue e se tornar campeão pouco ligando para as relações humanas ao seu redor quase que destruindo todos que cruzam seu caminho. Poderia facilmente chamar “Tudo por Dinheiro”, mas fato é que: é uma enorme ousadia introduzir um personagem principal que ninguém pode simpatizar com suas atitudes tresloucadas e manipuladoras.

Quanto ao roteiro que acompanha a jornada de amadurecimento do protagonista, abre-se para um sem número de caminhos narrativos e ou subtramas que vão se ramificando sem muito sentido o que funciona até certo ponto já que a duração de 150 minutos acaba saturando a ideia por mais que ela tente refletir um jogo de tênis de mesa onde, a cada sacada, há uma situação imprevista a ser resolvida rapidamente.

Tecnicamente, há um espetacular trabalho de maquiagem e cabelo, figurinos, uma fotografia escura (até demais) e a trilha sonora é simplesmente anacrônica utilizando-se de músicas até dos anos 1980 já que nada no filme busca ou trabalha com concretude a não ser a estupenda atuação de Chalamet que consegue desaparecer na pele do seu Marty Mauser e, sem dúvida alguma, dentre todas suas sempre ótimas performances, essa é portentosa e os haters e ufanistas de plantão que me desculpem, mas é, de longe, a melhor interpretação masculina do ano e o Oscar já é dele!

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