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  • Foto do escritorCardoso Júnior

Shirley - EUA -2020


A adaptação do polêmico livro de Susan Scarf Merrell executada pela diretora Josephine Decker sobre a vida da escritora de terror Shirley Jackson, além de ficcional e com clara aposta na estética gótica, promove enormes oportunidades para o trio de protagonistas brilhar com notório destaque para a incrível composição de Elisabeth Moss, mas a desconfortável estória, por si só, em nada propicia ou amarra a conexão do público em seu desenvolvimento.


A opção pela abordagem em espaços fechados que lembra bastante a estética do teatro filmado, para retratar ou capturar o nada novo olhar sobre o processo criativo de um escritor, misturando realidades com imaginações, transes ou alucinações, permite-nos admirar as interpretações, mas a ausência de muitos porquês / explicações, vai apagando o interesse por quase tudo restando, ao final, da ótima dinâmica entre as mulheres a percepção de que a intenção de toda a película é mostrar e referendar todas as dificuldades de uma mulher artista nos anos 1950 / 60.


A paleta escura demais por tempo demais vai lentamente esgotando a vista do expectador e, quando clareia nas externas, é um alívio que não contribui muito para a retomada do interesse e, a câmera móvel provoca sensações de desertabilidade para acompanhar, induzir ou acompanhar o estado mental da personagem enquanto a trilha sonora, forçando o violoncelo numa mistura de sons incentiva a sensação de constrangimento que permeia todo o trabalho e ainda que um bom ritmo seja mantido e a ótima direção de arte sufocada pela paranoia, #Shirley é uma abordagem biográfica erotizada, fake, pretensiosa e pouco mais que outro show de Eisabeth Moss.

Sem mais.





Ps: Disponível em VOD





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