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Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

  • Foto do escritor: Cardoso Júnior
    Cardoso Júnior
  • há 16 horas
  • 2 min de leitura

Analise 1.810

Vencedor de inúmeros prêmios, inclusive o Globo de Ouro e um dos mais fortes candidatos ao Oscar 2026, com 8 indicações, incluindo Melhor Filme, Direção, Atriz (Jessie Buckley) e Roteiro Adaptado         Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, dirigido por Chloé Zhao que já nos deu o ótimo Domando o Destino (Análise n 893) e o vencedor do Oscar 2021, Nomadland (Análise nº 1.379), é de uma beleza e sensibilidade de dar nó na garganta enquanto os olhos lacrimejam.

 

Chloé faz um “estudo” uma anamnese poderosa sobre como a dor e a perda atravessam e alteram os cotidianos, os casamentos e como, em um artista, pode provocar e gerar a criação como meio de estruturar o caos da alma e conseguir sobreviver diante do irremediável.

Com roteiro que nos mostra a vida cotidiana de William Shakespeare antes de escrever uma das maiores tragédias da literatura de todos os tempos, Hamlet, muito centrado em sua esposa Agnes – a imbatível atriz Jessie Buckley – e sua família, não tenta explicar a obra, mas traduzi-la em pequenas memórias que passam a se incorporar na dramaturgia acrescentando-lhe outras camadas.

Chloé não faz um filme sobre Shakespeare e nem tão somente um drama de época, mas sobre algo muito maior, algo que transcende o irreparável, algo que nos diga mais do que apenas o silêncio que fica para sempre e, há muito mais a ser dito, mas é impossível prender emoções com palavras.



Entrando em cartaz nos cinemas (desde 15 de janeiro/26), eis um trabalho magnífico para uma plateia mais sensível e menos ávida por ações e reviravoltas embora contenha todos esses elementos – e em profusão- dentro de suas personagens nesse belíssimo e quase fabulesco conto sobre o amor em suas múltiplas facetas.

Tecnicamente irrepreensível e deslumbrante, delicado e intenso em todos seus momentos Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, provoca-nos um sentimento de empatia, de identificação com todas as personagens provocando-nos emoções não catalogadas que continuam nos abalando muito tempo depois do silêncio.

PS: Se Jessie Buckley não levar o Oscar será injusto.


TRAILER


 
 
 

© 2020 por ACADEMIA DE CINEMA. Criado por Matheus Fonseca, todos os direitos reservados.

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