Eu Juro – UK – 2025
- Cardoso Júnior

- há 4 minutos
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Analise 1.815

Indicado entre os 10 Melhores Filmes Britânicos e Melhor Ator no BAFTA 2026, I Swear praticamente inicia-se em 1983, na Escócia, baseado em história real, focando John, um menino normal, popular no colégio em ótimo convívio com a família que, de repente, começa a ter tiques involuntários e a falar grosseiras obscenas o que provoca um verdadeiro desmoronamento de sua vida familiar e escolar onde passa a receber bullying e a ser rejeitado por todos que não têm a menor noção do que acontece com o jovem. Ninguém tem.

Quando reencontramos John (agora interpretado por Robert Aramayo) e já na casa dos trinta anos, sua vida é praticamente insuportável e a rejeição ampla da sociedade até que encontra uma enfermeira psiquiátrica que o acolhe no seio de sua família aceitando-o com sua doença, fazendo de tudo, apesar das enormes dificuldades, para integrá-lo na sociedade local.

Praticamente desconhecida das pessoas, a síndrome de Tourette é um problema gigantesco para o personagem e para as pessoas em seu entorno e, como toda vitima de doenças desconhecidas, ele se torna um pária da sociedade por causar inúmeros problemas principalmente com seus gritos repentinos e injúrias involuntárias e bastante cabeludas e chocantes a quem lhe cruzasse o caminho.

Fazendo muita justiça as pessoas que vivem com essa doença sem perder a oportunidade de fazer rir com os rompantes de John, esse trabalho faz o público rir e chorar ao mesmo tempo, ao retratar a solidariedade (inclusive dele) que passa a tentar ajudar outros nas mesmas condições rendendo cenas tão hilárias como comoventes.

Com elenco impecável – incluindo pessoas reais com o problema – e uma atuação espetacular, Eu Juro equilibra-se muito bem entre a alegria e a tristeza mostrando-nos a resiliência do protagonista até se tornar um ativista e divulgador da doença a ponto de ser agraciado com uma medalha pela rainha Elizabeth em 2019.

Embora haja uma “barriga” no meio da película que a torna um pouco mais longa que deveria em seus 120 minutos, a história real de John Davidson (que aparece em cenas de arquivo) não diminui os desafios da síndrome de Tourette, mas presta um favor a humanidade ao divulga-la enquanto nos oferece uma história inspiradora de resiliência e perseverança em busca do controle de doença neurológica tão triste.

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