Pedra, Papel, Tesoura, - Reino Unido – 2025
- Cardoso Júnior

- 30 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 31 de dez. de 2025
Análise 1.801

Tendo sido classificado entre os 15 melhores curtas de 2025 e concorrendo ao Oscar nessa categoria, o vencedor do BAFTA 2025, Rock, Paper, Scissors, é o curta mais impactante do ano em seus 21 minutos de duração, por focar de forma crua e implacável a vida na linha de frente no conflito da Ucrânia ao contar sobre um pai e um filho que administram um improvisado hospital dentro de uma caverna e lutam pela vida de alguns pacientes, inclusive crianças.

Escondidos como bichos, dependem do contato pelo rádio e de um caminhão que, não só traz provisões e medicamentos, como transporta os mais graves para hospitais em melhores condições, no entanto, com o cerco das tropas russas se aproximando do bunker escondido, eis que sentimos na pele o que é viver ou sobreviver sob um cerco que se aproxima.

Baseado em fatos e inteiramente filmado com uma câmera de mão, que nos insere na narrativa, o resultado é de um realismo tão visceral que dispensa o “cinematográfico” para nos imergir dentro de uma situação tão verossímil com cenas repletas de muitas tensões e com um fortíssimo apelo emocional principalmente por seu único ator nos prender em uma atuação contida, humana e devastadora.

Pedra, Papel, Tesoura não é sobre heroísmo, mas sobre a esperança que sentimos em cada fotograma configurando-se em um trabalho que assistimos com a respiração suspensa e a tristeza por situações como essa ainda estarem em curso nesse exato momento que você está lendo aqui.
Em minha opinião, já é o grande vencedor do Oscar 2026 dessa categoria.

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