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  • Cardoso Júnior

O Mauritano – Inglaterra- 2021

Atualizado: Fev 28



Com título referente a quem nasce na República Islâmica da Mauritânia, África, e baseado no best seller “O Diário de Guantánamo, eis um trabalho difícil de ser visto por estômagos mais fracos (embora não seja apelativo), mas muito importante no sentido de seguir à risca o gênero de filmes que expõem mazelas do governo americano e como pessoas pertencentes a ele buscam, capturam e torturam ‘culpados” sem nenhuma prova de culpa, bem ao estilo “Questão de Honra” de 1992.

Sem grandes novidades no roteiro (o que não lhe tira a importância), #TheMauritanian, trafega na provocação das emoções do expectador gerando, inicialmente a curiosidade e a dúvida para saltar à indignação e, finalmente, a esperada redenção fazendo com que essa história verídica e pouco conhecida permaneça na memória por muito tempo.


A direção do vencedor do Oscar, Kevin Macdonald (O Último Rei da Escócia), é segura e o roteiro que se utiliza de várias linhas temporais explicativas poderia exigir um pouco menos de tempo de tela, mas o thriller político recheado de bom suspense prende a atenção principalmente pela magnífica interpretação do francês Tahar Rahim que rouba nossa simpatia e empatia para sua personagem desde a primeira cena, enquanto a tarimbada Jodie Foster - sempre muito confortável na pele de mulheres duras e determinadas – faz o duo brilhar.

Infelizmente, o produtor Benedict Cumberbatch reservou a si um papel menor, mas não menos importante pela honradez profissional e, Shailene Woodley, não diz a que veio como atriz, por conta de uma personagem que nada acrescenta.


Assim, #OMauritano, com trilha, edição e montagem muito boas, cumpre com eficácia sua proposta de revelar ao mundo os intrincados caminhos e meandros da justiça e das injustiças elevados a um patamar inacreditável de fé e perdão que os créditos finais potencializam até as raias do humanamente incompreensível.




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