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  • Foto do escritorCardoso Júnior

Nyad – EUA – 2023


Produzido por aquela plataforma repleta de tralhas cinematográficas com o único intuito de tentar, mais uma vez, outra vez, algum sucesso no Oscar, no caso uma indicação de Melhor Atriz para a desde sempre muito chatinha, Annette Bening, eis mais um daqueles filmes que ao começar você já sabe como vai acabar mesmo desconhecendo a vida da biografada.


Então, nada de esperar muito além de uma obra que busca o tempo todo ser inspiradora e incentivadora de sonhos apoiando-se numa única exceção para generalizar a possibilidade de concretizações ainda que, no geral, as possibilidades sejam ínfimas e com tendência a zero, pelo menos para nós, simples mortais. E é aqui que reside o maior problema de #Nyade: O foco excessivo numa protagonista/ heroína despida de ambiguidades humanas e a quantidade de cenas e frases de auto ajuda ou piegas auto incentivos como: Nunca desista de seus sonhos”, “Para vencer basta acreditar” ou ‘Um diamante é apenas um pedaço de carvão que nunca desistiu”. Oi?????


Para quem quiser argumentar que o trabalho também fala sobre conflitos de homossexualismo, abuso de menores e adoção, concordarei, mas são temas tão, mas tão discretos que cabem em duas falas e uma cena, pois todo o filme passa pelo padrão da plataforma que sempre pauta por: Tecnicamente irrepreensível + para toda as famílias + sem direito a aprofundamentos reflexivos + gerar comoção. Em outras palavras, produções feitas para agradar gregos e troianos ou progressistas e conservadores e ponto final.


Isso posto, vale ressaltar o bom trabalho dos cineastas especialistas em documentários, Jimmy Chin e Elizabeth Chai que dentro de uma produção orquestrada pela “National Geographic” nos deram o vencedor do Oscar “Free Solo” (comentado na análise 1.005), que unem com expertise o material de arquivo com as cenas atuais, nos profissionais close-ups e planos aéreos e abertos embora derrapem ao aceitarem a gostosa porém invasiva trilha sonora e no roteiro feito para se encaixar num padrão despido de qualquer coragem ou inventividade cinematográfica, mas que cumpre o prometido: Incentivar a galera da “melhor idade” a não desistir de seus sonhos...

* Vale por Jodie Foster




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