Dia D – EUA - 2027
- Cardoso Júnior

- há 1 dia
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Analise 1.817

Confesso que não ia tecer nenhum comentário sobre o frustrante último trabalho do Spielberg, pois o que me motiva a escrever sempre é a qualidade e ou relevância dos trabalhos cinematográficos e, este, definitivamente não se enquadra nesses aspectos em seus longos 145 minutos de direção muito por conta do roteiro assinado por David Koepp.

É obvio que a cinematografia do prestigiado diretor é irretocável como sempre, principalmente por mais uma vez trabalhar com luzes magníficas em contrastes com muitas sombras eloquentes, mas só isso não basta para fazer um filme bom.

O roteiro peca acintosamente ao abraçar muitas vertentes paralelas ao que supunha ser o tema central, enveredando por um thriller de suspense, conspirações, religião, poderes psíquicos, terceira Guerra Mundial (em último plano) e, até um romance meia boca, tudo picotado formatando uma quebra de ritmo com direito até a algumas sequencias cômicas totalmente deslocadas de uma premissa tão séria ainda que ficcional, naufragando espetacularmente no ante clímax do terceiro ato.

Com tantos temas relevantes em jogo, a superficialidade com que são tratados torna o filme penoso de se acompanhar principalmente por algumas camadas melodramáticas, clichês e de grande previsibilidade, mas, por certo, Emily Blunt apresenta atuação sensível sendo a única coisa realmente boa de se assistir nesse mais que novo equívoco que te leva ao final a pergunta: Por que perdi meu tempo com isso?

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