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  • Cardoso Júnior

The Morning Show- EUA-2020

Atualizado: Ago 10


A Série do Apple+ que encerrou no decimo episódio sua primeira temporada, apresentou boa trama, boa evolução, ótimos momentos de tensão, intrigas indigestas, potentes interpretações e personas intrigantes gerando envolvimento emocional em um público iniciante no seguimento e com desconhecimento de trabalhos correlatos infinitamente mais bem desenhados.

Indicada ao Globo de Ouro e que rendeu o prêmio de melhor atriz para Jennifer Aniston (merecido), #TheMorningShow, com trama central mal costurada, repleta de muitas subtramas e personagens mal desenvolvidos (alguns ficam pelo caminho), busca falar sobre vários tópicos ao mesmo tempo como: abuso de poder em ambiente de trabalho tóxico, corrupção corporativa, a machista e infame cultura do silêncio no meio jornalístico americano, empoderamento feminino, relações matrimoniais e filiais conflitosas por conta de carreiras bem sucedidas, temas impactantes do cotidiano jornalístico, a guerra diária pelas audiências, alcoolismo, dependência química...(resumindo), prolongando o mistério inicial e central até o oitavo episódio.

Com início tímido, algo perdido, mas interessante, o roteiro vai saltando de situação em situações alterando até mesmo a composição psicológica de alguns personagens em busca de verossimilhanças criando uma rede de conspirações movidas a muitas intrigas que mudam de rumo e alternam os alvos com muita frequência embaralhando o desenrolar dos arcos dramáticos em um emaranhado de estórias ora pertinentes, ora não, numa boa alegoria ao movimento MeToo. São peripécias demais para uma estória que acontece em apenas três fictícias semanas.

Claro que o elenco não faz feio (como a horrível peruca da Reese Witherspoon), e algumas cenas alcançam impacto e o nível de tensão pretendido dentro de uma proposta onde todos atores têm chance de mostrar seus trabalhos, mas nem todas personagens o motivo de suas existências cênicas.

O grande destaque mesmo fica por conta da interpretação contundente de Gugu Mbatha-Raw (Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe), em uma série que, distante do ruim, careceu em muito da malícia narrativa de “Succession”, da mais que experiente HBO.

Ainda falta Apple+...

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