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  • Cardoso Júnior

Luce – EUA – 2019

Atualizado: 9 de Ago de 2020


O drama independente #Luce, estréia-destaque do Festival de Sundance esse ano, parte de uma peça teatral, apresentando várias provocações de debates que, misturando drama com suspense, vai brincando de distorcer intencionalmente suas informações através da repetição das dúvidas, formatando uma confusão narrativa que nos leva a lugar algum.

O Nigeriano-americano Julius Onah, dirije esse estranho drama apostando fortemente nas interpretações do elenco para fomentar uma cadeia de suspeitas usando por base a já muito explorada conjuntura escolar x familiar de grupo de adolescentes ambíguos, criando uma trama de mistérios sustentados pelas famosas reviravoltas que prometem um thriller sociopata, (a trilha sonora jura que isso acontecerá), mas fica mesmo em apenas mais um drama racial que abre ângulos demais para conseguir fechar um circulo de clareza.

O roteiro, acredita e força algumas mudanças comportamentais nada convincentes (vide a ex-namorada do protagonista), apela para uma cena bizarra de personagem que nada acrescenta ao contexto, (irmã da Octavia Spencer), coloca copos de bebidas demais nas mãos do par Naomi Watts e Tim Roth, para desenhar uma temática sobre a pressão que a sociedade exerce sobre os jovens, principalmente quando são afro-americanos.


Apostando também no bom ator iniciante, Kevin Harrison Jr, e usando a premissa da quebra de confiança familiar que gera no expectador a vontade de destrinchar o dilema entre o “inocente ou sádico perverso”, #esse trabalho fecha seu arco dando-nos a certeza de que se “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, poderíamos falar mais e muito melhor sobre o artificial Luce.

Ps1: Disponível em VOD

TRAILER

#Sundance #EUA #AméricadoNorte #Hollywood2019 #Análise