Os Roses: Até que a Morte os Separe- EUA – 2025
- Cardoso Júnior

- 30 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de dez. de 2025
Analise 1.790

Fazer a adaptação de A Guerra dos Roses certamente não é algo nada fácil. O filme de 1986 dirigido por Danny de Vito com a belíssima Kathleen Turner e Michael Douglas tornou-se um clássico do cinema e praticamente insuperável senão inesquecível pela tragédia conjugal nele apresentada e com pitadas acertadíssimas de humor mordaz que vai, aos poucos, construindo uma tragédia.

E eis que então, o roteirista Tony McNamara e o diretor Jay Roach, mais conhecido por comédias leves, resolve se aventurar recontar essa estória trazendo os espetaculares Benedict Cumberbatch e a grande Olivia Colman para os papéis principais trazendo os diálogos ferinos com memoráveis interpretações acertando a mão em não copiar ou reinventar o clássico, lançando mão de um delicioso cinismo britânico dentro dos diálogos afiados que se tornam um deleite para o público acompanhar as acirradas contendas domésticas.

Ok que o novo roteiro tropece ao construir o “marido” de uma forma mais empática deixando para a esposa o lado mais “cruel” levando-nos a ter mais simpatia por um que pelo outro, algo que, no original nunca nos era permitido escolher um lado fazendo-nos oscilar, ou dar razão ora para a esposa, ora para o marido, mas isso é só um detalhe. Outro detalhe curioso é que no original era o marido o ser bem sucedido e a mulher uma dona de casa entediada: Aqui os papéis se invertem para se aproximarem da contemporaneidade, mas não chega a prejudicar em nada.

A questão dos personagens coadjuvantes também não ajuda muito uma vez que pouco acrescentam e tiram o foco das tensões maritais contribuindo para esvaziar um pouco o ritmo e, consequentemente, oscilar o desenvolvimento do trabalho, porém e, contudo, é a grande química explosiva entre Colman versus Cumberbatch que sustenta e traz os grandes momentos da trama.

Por fim, Os Roses: Até que a Morte os Separe, não traz o impacto nem do romance nem do filme original, mas acerta por ser original na abordagem menos pesada, mais moderna e muito verbal sem perder de vista a guerra conjugal - plot central- e cumpre o que promete: Uma comédia ácida, bem humorada, que entretém sem levar a grandes questionamentos sobre o fim do amor eterno.
Claro que – felizmente- não tem a inesquecível e dramática cena do lustre, mas traz a do fogão e quem se importa?

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