• Fábio Ruiz.

Com Amor, Simon – EUA – 2018


Simon é um adolescente americano em seu último ano da escola, tem uma melhor amiga de infância, uma irmã menor, vive com seus pais em um suburbio americano de classe média e dá carona para seus amigos de sala todos os dias. Contudo, Simon tem um segredo que guarda a sete chaves: ele é gay. Quando um outro aluno posta, anonimamente, no blog da escola que é gay enrustido, Simon cria uma conta de e-mail com o pseudônimo Jacques e passa a se corresponder com Blue, o codinome do primeiro, pois ambos se encontram na mesma situação, criando empatia, carinho e, finalmente, amor entre desconhecidos. Porém, quando um colega de escola lê acidentalmente os e-mails de Simon, chantageia-o para se aproximar de uma amiga em comum por quem é apaixonado.

O roteiro, inteligentemente, cria suspense em torno da identidade de Blue, transicionando por diversos indivíduos que Simon acredita ser seu correspondente. E se destaca por contar uma trama de "High School", onde todos os estereótipos se apresentam sem marcações típicas de suas composições, com grande delicadeza e verossimilhança, mesmo que ainda apresente situações clichês já vistas em diversas produções do gênero.

A direção é muito oportuna em seus enquadramentos e firme com os jovens atores. Nick Robinson está excelente, criando com dignidade e credibilidade uma personagem complexa; Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorge Lendeborg Jr. e Keiynan Lonsdale, com sólidas interpretações, compõem seu grupo de amigos; Logan Miller, o antagonista, está propositadamente um tom acima da credibilidade e Josh Duhamel e Jennifer Garner estão competentes em seus papeis. A fotografia é excelente; a música e a arte são muito boas e a edição não peca.

Tramas de adolescentes americanos são uma fórmula que comumente funciona, mas que, dificilmente, saem do lugar comum. Com Amor, Simon, é melhor do que a maioria - ou do que todos que já se passaram - não por tratar de temática gay, mas por apresentar uma história com a dignidade merecida, sem deixar de incluir as máximas inerentes ao estilo. Vale conferir.

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#Análise #Hollywood

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