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  • Fábio Ruiz

Vitalina Varela – Portugal – 2020


#VitalinaVarela, representante português nos Oscars, narra a trajetória baseada na vida real da própria protagonista. O roteiro, escrito por ela e pelo diretor Pedro Costa, logra muito na poética, com passagens belíssimas e contundentes, que seriam ainda mais, caso a dramaturgia apresentasse maior fluidez. Grande parte das cenas são desprovidas de diálogos, consubstanciando outras posteriores ou consubstanciadas por anteriores, trazendo uma alta concentração de diálogos longos e didáticos naquelas onde há falas, privando o espectador de descobertas e reviravoltas que fazem a experiência do Cinema prazerosa. Um texto bem escrito envolve a platéia e a faz sentir participante de sua trama.

A direção de Pedro Costa é ótima com tomadas que poderiam entrar para a história do cinema não fosse o texto diminuído por sua forma, vide a cena de Vitalina no telhado em meio à tempestade, mas também há algumas repetitivas e outras sem brilho. O elenco, composto pela própria Vitalina e outras personagens de sua vida, funciona, apesar da inerente inexperiência, muito pelo fato da protagonista expressar muito bem seus sentimentos e sensações, que o texto não descreve. A fotografia, belíssima, destaca-se dos demais critérios técnicos, mas som e música são excelentes, e figurinos e cenários parecem mimicar os reais, se não os forem.

Vitalina Varela, uma estória, baseada na vida real da protagonista, com um estilo narrativo que custa o brilhantismo do filme. Vale assistir.







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