top of page
logo.png

Manas – Brasil – 2025

  • Foto do escritor: Cardoso Júnior
    Cardoso Júnior
  • 11 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de out. de 2025

Analise 1.762

Classificado como um dos 6 melhores filmes nacionais de 2024 e concorrendo a uma vaga a Melhor Filme Internacional no Oscar 2025, o primeiro longa de Marianna Brennand, diretora de documentários, é um filme de ficção (embora baseado em fatos) sendo um híbrido cinematográfico muito próximo de um documentário. Ok, o tema é importantíssimo, mas o cinema está cheio de filmes “denuncias” sobre todos os tipos de horrores espalhados pelo mundo o que não é novidade para ninguém.

Ao centrar o foco numa família ribeirinha da Ilha de Marajó, Manas, opta por não expor cenas explícitas e deixa-las todas no subjetivo, algo que faz muito bem, mas, por certo, não é uma decisão nem original nem tão pouco inteligente. Explico: Não havia como explicitar corpos (ou momentos) onde um elenco composto basicamente por menores de idade ficasse expostos a câmera. Mesmo que rapidamente.

Reitero que a situação denunciatória que vai além dos dramas pessoais é muito válida, mas e no entanto, o velho e persistente problema de captação de som está presente a ponto de, em alguns – ou muitos – dos diálogos em português, termos a impressão de que o elenco fala em uma língua estrangeira de difícil compreensão. Como se não bastasse essa recorrência, a ideia de captar e introduzir os sons externos acaba por piorar tudo a ponto de todo o início ser acompanhado pelo som do vento que deixa em todo o desenvolvimento um chiado estridente e profundamente enervante.


Quanto a fotografia, basicamente escura e abusando de tons de cinza, como se todos os dias fossem nublados, há que se entender que a trama e o drama ensejavam algo mais soturno mesmo, no entanto é impossível que um local com tantas belezas naturais nenhum take mais colorido, mais vibrante, mais realista nunca aparece em tela (exceção para o rápido coral do colégio) focando sempre no que há de mais feio no local e, esquecendo de mostrar, ainda que brevemente, as tradições culturais da região. Ok, dirão alguns, a história é muito feia e a fotografia reforça isso. Então, tá!

Também há que se notar em Manas há um ritmo arrastado até os 37 minutos onde nada de realmente interessante acontece mesmo quando se trabalha com a subjetividade ainda que todo o desenvolvimento seja totalmente previsível, com exceção para um final redentor, porém inverossímil.

Os constantes planos fechados com a câmera sempre muito próxima, funcionam muito bem para criar a sensação de claustrofobia, mas nada há de original nem inovador nisso, enquanto a montagem, com cortes secos, amplifica o emocional dos personagens muito simples vivendo situação muito complexa.


Ah, sim, o elenco brilha e convence dentro do naturalismo que ora é muito sutil, ora bastante óbvio, no entanto transformar vítimas em mulheres determinadas me pareceu solução redentora e catártica diante de um grave problema, infelizmente, sem solução.


TRAILER


 
 
 

Comentários


© 2020 por ACADEMIA DE CINEMA. Criado por Matheus Fonseca, todos os direitos reservados.

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Instagram-v051916_200

CURTA-NOS NO FACEBOOK

bottom of page