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  • Fábio Ruiz

Elizabeth Is Missing – Reino Unido – 2019


#ElizabethIsMissing resgata o gênero drama com uma estória desenvolvida nas desconexões de Maud, que sofre da doença de Alzheimer. O texto, brilhantemente, trabalha, nas presenças e ausências da protagonista, os mistérios dos desaparecimentos de sua irmã, Sukey, e de sua amiga Elizabeth, entrelaçando-os com muita habilidade em transições temporais orquestradas nos breves momentos de lucidez, e, às vezes, na sua ausência. Dentro deste instigante enredo, o roteiro também ilustra com precisão as consequências da doença tanto em Maud, quanto em sua família e em suas relações com o mundo, e as dificuldades encontradas na configuração familiar delineada pelo texto, que deve abranger muitas da vida real.

A direção de Aisling Walsh é excelente, mas se supera nas tomadas com a idosa Maud, vide enquadramentos e distanciamentos de Glenda Jackson, que ajudam ilustrar as agruras de um portador de Alzheimer’s. Glenda, detentora de dois Oscars de melhor atriz, que abandonou a carreira na década de noventa pela política, retorna em atuação gloriosa, digna de diversas comendas. O resto do elenco é ótimo e compõe os conflitos muito bem em torno de Maud. Todos os quesitos técnicos mantém altíssimo padrão, apesar do filme ser desenvolvido para a televisão, sem destaques.

Elizabeth Is Missing, um filme tocante, especialmente para aqueles que convivem com Alzheimer’s de alguma forma, dentro de uma comovente estória de desaparecimentos, cujos quebra-cabeças são revelados na “demência” de Maud. Vale demais assistir.





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