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  • Fábio Ruiz

Judy: Muito Além do Arco-Íris – Inglaterra – 2019

Atualizado: 19 de Ago de 2020


Baseado nos últimos anos de vida de Judy Garland, #JudyMuitoAlémDoArcoÍris, encontra-a falida, sem lugar para morar com seus dois filhos do casamento com empresário Sydney Luft, fazendo shows por quase nada para sobreviverem. O roteiro, baseado na peça teatral O Fim do Arco-Íris, tem sua maior qualidade na devida distância de sua retratada, contando uma história contundente, ainda mais por ser real, sem descambar em fortes dramalhões e culpabilidades, apesar de ser um belíssimo drama, e de apontar culpas, que chocam, pois expõe o tratamento inumano que os estúdios, no caso a MGM, supostamente, davam aos seus talentos mirins. O texto, após mostrar Judy fazendo um acordo com o “demônio”, na figura do executivo Louis B. Mayer, ao estilo Fausto, sobre a estradas de tijolos dourados, encontra Judy já na decadência, e, em flashbacks, constrói a base de entendimento de suas conjecturas atuais, e foca na sua última tournée londrina, quando tentava ganhar o suficiente para comprar uma casa e não perder a guarda de seus dois filhos menores. O desfecho é conhecido, mas a delicadeza e leveza com que se quase chega neste, valorizam demais o texto...

Em um texto que somente funciona com a força de sua protagonista, Renée Zellweger conduz eximiamente a trama, mantendo o interesse e a credibilidade nos tons corretos, sem vitimizar a personagem, e, ilustrando sem palavras, que, independente dos revezes em sua trajetória, Judy amava o que fazia, amava o palco, amava entreter, e, principalmente, amava o seu público, apesar de esporádicos conflitos devido ao alcoolismo. É o show de Renée, que, apesar de um protagonismo ímpar, não apaga, mas valoriza as atuações de seus colegas, especialmente, Jessie Buckley, Finn Wittrock, Rufus Sewell e Michael Gambon. O elenco infantil é ótimo, e a direção do um tanto inexperiente Rupert Goold surpreende, pela beleza visual, pelo tom perfeito ao retratar uma difícil história, e pela condução dos atores, especialmente, Renée. Fotografia e arte são belíssimas, a música, impar, e edição, excelente. A reta final do fim trágico de uma das maiores artistas da história recente, seus detalhes macabros, e o alerta ignorado das consequências das carreiras infanto-juvenis é o que traz o belíssimo #Judy. Imperdível. Estreia 16/01/2020

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