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  • Cardoso Júnior

Killing Eve 1 ª Temporada- Inglaterra- 2018

Atualizado: Ago 5


A série do canal BBC America foi o programa mais assistido da história do canal com mais de 1 milhão de espectadores por episódio e a "season finale", exibida neste último domingo nos Estados Unidos, registrou 1,25 milhão de espectadores tornando-se uma das séries mais elogiadas do ano e, com certeza, aparecerá nos próximos Globo de Ouro e Emmy, Sabem por que?

Primeiro que: É raríssimo um Thriller de suspense e espionagem com duas mulheres como protagonistas e também porque o jogo de gato e rato é totalmente subvertido para uma relação entre mocinho e bandido totalmente inusitada desviando-se vertiginosamente dos padrões convencionais utilizando o fascínio que, inevitavelmente, exerce sobre o público uma crudelíssima vilã feminina com nítido problema de psicopatia.

Segundo que: o inteligente roteiro permite que Jodie Comer interprete sua antagonista com tamanha profundidade, escapando das já batidas assassinas clássicas de tal forma que, mesmo diante de sua crueldade doentia acaba se tornando muito simpática aos olhos do expectador através do seu sarcasmo, petulância, deboche e expressões cativantes. Inusitado não? Muito!

Terceiro que: Tem Sandra Oh! Sim, só a presença dessa magnífica atriz na pele da funcionária do MI5, intuitiva aspirante a espiã, já garante os melhores momentos dessa produção tão sui generis ao provocar o embate de duas mulheres muito independentes com personalidades antagônicas, porém muito bem definidas que ao se cruzarem disputam a primazia profissional num claro duelo de quem é mais inteligente e ou mais rápida para prever a estratégia da outra.

Quarto que: O roteiro brinca descaradamente com o gênero de forma que a dramaticidade da investigação inicial vai perdendo sua força enveredando-se por uma nova linha narrativa que aposta muito mais no sarcasmo e humor negro uma vez que, realista, a serie deixa muito claro que espiões e governos podem fazer parte de um mesmo time... por baixo dos panos; de acordo com as conveniências...

Quinto que: Embora a edição peque pela opção de cortes abruptos do tipo blecaute, a direção impressiona, seja pelo cuidado com as tomadas, fotografia, figurinos e trilha sonora, compondo várias atmosferas cênicas criando um cenário geopolítico que passa por Viena, Paris, Londres e Berlim seguindo a linha dos filmes de espionagem só que, não esperem por mentiras. Não há super agentes mega treinados em artes marciais, não tem engenhocas tecnológicas, cenas de ação com perseguições inverossímeis e nem violência exacerbada. Não tem, ufa! Todos meros e críveis mortais...

Sexto que: Com uma temporada curta (08 episódios), o expectador pode assistir de uma só vez, roteiro muito bem adaptado do livro, atuações marcantes, elenco coadjuvante primoroso, diálogos afiados lidando com o drama e o psicológico, Killing Eve, com sua ousada inventividade no gênero configura-se num show difícil de abandonar, e na melhor estréia do ano que, sabiamente, deixa questões chaves em aberto para a segunda temporada já confirmada. Imperdível!

#KillingEve #Séries #Análise #Europa

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