• Fábio Ruiz.

Tomb Raider: A Origem - Inglaterra – 2018


Lara Croft, após o traumático desaparecimento de seu pai, o bilionário Richard Croft, é uma pária, vive de entregas de restaurantes e pratica artes marciais à margem da herança que lhe espera. Quando forçada a assinar a declaração de morte de seu pai, após sete anos de sua partida, Lara recebe um quebra-cabeças japonês que a coloca no rastro dos passos por ele trilhados.

O roteiro apresenta a personagem já adulta, utilizando de flashbacks para estabelecer a relação com seu pai ou apresentar elos faltantes que aos poucos encadearão a história. A trama começa com muita ação, entre cenas de luta e perseguições de bicicleta ou a pè, e é interessante até quando Lara e Lu Ren, filho do homem que desapareceu junto com seu pai ao levá-lo a uma misteriosa ilha na costa do Japão em busca da tumba de uma mítica imperatriz japonesa, partem atrás deles.

Contudo, ao chegarem à ilha, a história torna-se, nitidamente, recortes dos Indiana Jones, em que até a fotografia, cenários e arte em geral, mimicam seus filmes, tornando-se cansativo, apesar de toda a ação. A direção consegue imprimir, em alguns momentos, características de videojogos nos remetendo à origem da personagem.

Porém, é comum e muito similar as feitas para os Indiana. Alicia Vikander concede humanidade e veracidade à personagem, mostrando por que ganhou o Oscar. Seu trabalho se destaca em meio a tantos desacertos. Já Dominic West e Kristin Scott Thomas fazem um trabalho digno, mas sem importância; Walton Goggins entrega um vilão estereotípico, inclusive canastrão; e Daniel Wu completa, competentemente, o elenco principal.

A fotografia parece se dividir em duas fases: antes e depois da ilha; antes é interessante; depois Indiana Jones. Os efeitos especiais caem na mesma armadilha. A música e o figurino são apenas bons e a edição não peca.

Remakes, reboots, ou seja lá o que forem, a indústria cinematográfica vem neles se apoiando para garantir receitas, mas a fórmula parece estar se desgastando, como qualquer outra quando não se reinventa. O filme ainda entretém, muito graças a Alicia, que é demais atriz para a personagem.

TRAILER

#Análise #Europa

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