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  • Cardoso Júnior

Eu, Tonya- EUA-2017

Atualizado: 18 de Ago de 2020


Com roteiro originalíssimo inspirado na biografia da patinadora Tonya Harding, duas vezes campeã Olímpica, que difere-se das abordagens tradicionais com inteligentes e acertadas pitadas de drama, comédia e humor negro, surpreende e amarra o público do início ao final atingindo total êxito na aposta de contar a história não apenas pela ótica da biografada com oportunas e ótimas quebras da quarta parede, bem como incluindo depoimentos-óticos que abrangem várias versões dos fatos. Genial!

A fotografia e os enquadramentos são visualmente perfeitos ao captar a leveza da patinação artística em belos tons de azul e branco enquanto a deliciosa trilha sonora nos embala em animados hits dos anos 90 entrecortados por diálogos e situações tão violentas e abusivas quanto irônicas e, as interseções dos depoimentos gravados dos personagens trazem um tom genuíno para a complexa história, explorando cada aresta dos fatos sem deixar de alfinetar a mídia sempre ávida pela próxima noticia sensacionalista.

Por certo, ao somatório de tantos excelentes elementos narrativos não alcançariam e manteriam o pico de interesse não fosse a mais que surpreendente atuação de Margot Robbie que vai muito além da incrível caracterização física, atingindo os tons fortes, doces e histéricos da protagonista numa atuação que registra um divisor de águas em sua curta carreira. Bravos! Ainda no terreno das atuações, temos a destacar o desempenho aterrador da veterana Allison Janney que rouba varias cenas na pele de uma das mais cruéis mães do cinema que, no entanto, ama sua filha a sua maneira...peculiar enquanto o carismático elenco de apoio em nada fica a desejar.

Ah, sim, ao fim, permaneçam sentados para os vídeos das cenas originais que muito acrescentam a biografia como um todo, evitando o alinhavo convencional e que arrematam um trabalho alegre e suis generis que te fará pensar muito nos fatos expostos e, já que cada um tem o seu entendimento da verdade, debater e chegar junto, ou não, com seu acompanhante na sua conclusão histórica. Culpada ou vítima, She is Tonya!

PS: Estreia prevista no Brasil para fevereiro/ 2018

TRAILER


#Análise #Hollywood