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  • Foto do escritorCardoso Júnior

Rustin – EUA - 2023


O diretor George C. Wolfe, que já nos deu em 2020 “A Voz Suprema do Blues (Análise nº 1.371), apresenta sua biografia de importância histórica sobre “A Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade”, em 1963, e também lança seu olhar sobre o mentor e construtor do evento desenhando com eficácia o perfil do homem negro e abertamente dentro de um contexto totalmente repressor.


Então, tendo em mãos duas premissas fortíssimas, infelizmente a direção, roteiro e montagem se perdem de tessitura da narrativa cerzida com uma total falta de criatividade que beira cenas desordenadas beirando o vazio.


Chega a ser impressionante como são bem mostrados todos os ingredientes da preparação da famosa Marcha como os conflitos internos entre os próprios negros, as questões burocráticas, as graves implicações políticas para, no entanto, chegar ao epicentro do roteiro que deveria ser o grande clímax de forma tão...sem graça e as pressas tendo que recorrer a letreiros para "explicar” a importância histórica do evento.


Também causa estranheza que todas as relações interpessoais das personagens sejam tão mal trabalhadas a ponto de mal ficarem na superfície da trama e serem abandonadas em meio ao caminho e, se não fosse a brilhante interpretação de Colman Domingo – que carrega o filme praticamente sozinho - nada de bom haveria aqui pra ser dito.


Chega a ser decepcionante acompanhar toda uma preparação de uma “festa” e, quando ela chega é nos passada de forma tão anticlimática, fazendo com que #Rustin – apesar do resgate histórico – se configure apenas em um filme para a TV em um dia frio, chuvoso e tedioso, quando não se tem nada mais como opção.




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