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  • Fábio Ruiz

Eu Me Importo – EUA – 2020


#ICareALot, escrito e dirigido por J Blakeson, estabelece, rapidamente, um excelente e interessante enredo sobre a vulnerabilidade de idosos, com poucos ou sem parentes, nos EUA, que podem, legalmente ou ilegalmente, ficar sob a tutela de guardiões designados pela justiça, e ser explorados até os seus últimos centavos, perdendo suas liberdade e independência no processo. Entretanto, o que parece apontar para a intrigante luta da idosa por sua autonomia versus sua ávida guardiã, na primeira reviravolta, toma novo rumo, comprometendo a verossimilhança, e, também, em todas as seguintes até o ponto de descrença total no texto e desconexão com a obra. É difícil acreditar na plena incompetência da máfia russa desde sua primeira incursão no asilo de idosos, falhando basicamente em todas suas outras iniciativas. Por fim, a resolução do conflito entre máfia e guardiã é, absolutamente, inacreditável, deixando para a última reviravolta a retomada da plausibilidade com a definição do destino da personagem Marla Grayson.

A direção de Blakeson é muito boa, e consegue, apesar das falhas do roteiro, produzir um obra ainda interessante, mesmo que um tanto rocambolesco. O elenco faz um bom trabalho, e tenta com afinco reverter as incredulidades do texto. Rosamund Pike, Peter Dinklage, e Dianne Wiest, em boas atuações, mas que, acompanham o ritmo da perda de credulidade, ficando, aos poucos, alguns tons acima do verossímil. Quesitos técnicos tem alto padrão, mas sem destaques.

#EuMeImporto aponta para uma trama surpreendente e pungente, mas abre mão dessa por uma perseguição entre gatos e ratos, bem menos incomum e um tanto intrincada demais para parecer verdade. Uma opção interessante apenas.





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