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  • Cardoso Júnior

Amor, Sublime Amor – EUA-2021

Atualizado: 18 de mar.


Indicado a 7 Oscars, essa “releitura” de clássico de 1961, #WestSideStory, dirigida por ninguém menos que Steven Spielberg, desloca o romance ou o amor do centro da história para fazer um estudo muito bem feito e atual sobre racismo já que, por mais talentoso que seja Spielberg por trás das câmeras, falta a ele e a seu roteirista a expertise de um Dennis Vilanova quando se trata de revitalizar um clássico.

Por certo que todos os critérios técnicos são perfeitos como as coreografias filmadas de forma energética e editadas com primor aguçado, mas ninguém em sã consciência acreditará que o protagonista e a protagonista se apaixonaram de forma tão intensa já que a química entre ambos é praticamente inexistente.

Ansel Elgort (cada vez mais parecido com Marlon Brando), da conta do recado, mas sem produzir nenhum momento grandioso deixando todo brilho energético para a atriz cantora e dançarina, Ariana Debose, que praticamente rouba todas as cenas que aparece. Ainda assim, como sabemos o desfecho da estória, o pico de tensão vai caindo e a empatia pelos demais personagens nunca chega a acontecer a não ser pela presença marcante de Rita Moreno, em seus 90 anos, em um papel criado especialmente para ela, que consegue estabelecer toda a dramaticidade que a obra tenta, mas nunca consegue manter.

Seja como for, #AmorsublimeAmor consegue atingir um deslumbre cinematográfico em widescreen que merece ser visto.