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  • Cardoso Júnior

Alma – Malásia – 2020


O representante da Malásia no Oscar 2021, é um terror bastante diferente do formato hollywoodiano em vários aspectos: Premissa baseada em um verso do Alcorão, elenco de apenas seis atores, cenário único, atmosfera altamente e sempre misteriosa sem os conhecidos “sustos” tão comuns no gênero e nada de subtramas e surpresas.


Quando me deparo com uma produção ‘indie” (de baixo orçamento), tenho tendência a admirar a proposta pois ela exige mais perfeições, mais inventividades e originalidades por parte dos roteiristas e direção que as que recebem altas verbas para a construção. E esse é sim o caso de #Soul onde toda a concepção e execução são primorosas estética e visualmente no intuito de lidar e promover sensações que brotam através de nossos piores pressentimentos.


Centrando a ação numa pequena família isolada numa precária cabana em meio a uma densa floresta, o argumento explora o embate entre o bem e o mal inserindo três estranhos intrusos perambulando pelas cercanias sem jamais revelar suas sinistras intenções enquanto nos prende na evocação do desconhecido explorando simbolismos e metáforas recorrendo a imagens de fogo, argila e... muito, muito sangue.

A questão é que o enredo minimalista de e a persistência no sobrenatural obscuro são uma escolha pseudo inteligente, mas errada ao optar por desviar-se de explorar o psicológico dos protagonistas (deixando-os como meros espectadores da sucessão de infortúnios), fazendo com que percamos toda e qualquer empatia por suas sinas e destinos dentro de uma dinâmica que vai se tornando repetitiva e quase cansativa.


Assim, #Roh, com sua cinematografia inovadora, design de som impecável e trilha sonora envolvente comete o pecado primal de apostar tão somente em cenas que provocam mal estar no expectador sem priorizar roteiro a altura da parte técnica, resultando numa experiência interessante, mas desprovida das necessárias vibrações e trepidações emocionais do gênero.




TRAILER