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  • Fábio Ruiz

Arlequina: Aves de Rapina – EUA – 2020

Atualizado: Ago 10


#AvesdeRapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa , encontra a personagem abandonada pelo Coringa e desolada, buscando se recuperar da perda, e, no processo, envolve-se em enrascadas.


O roteiro da inexperiente Christina Hodson é hábil, apesar de sua inexperiência, que fica latente em seu quarto final, e lança mão de quebras de linearidade, conjugadas com “voice overs” e quebras da “quarta-parede”, pela Arlequina, que, surpreendentemente, funcionam muito bem, mas no quesito de construção de personagens, exceto a Arlequina, pois Margot Robbie sabe o que faz, as outras carecem de substância, mesmo com as apresentações e explicações em flashback. Faltou a Christina maior imersão no universo da HQ, mas, mesmo assim, entrega uma estória bem construída, um tanto ácida e cômica, que se conclui adequadamente. A direção da também inexperiente Cathy Yan é melhor nas cenas cômicas, boa nas outras, inclusive nas de ação, e, péssima, nas de luta, que transparecem amadorismo e falta de organicidade, parecendo aquelas do seriado Batman & Robin da década de sessenta, atualizadas, mas sem as onomatopeias. Margot Robbie ameniza as falhas no texto e na condução com uma atuação impecável, fazendo funcionar as quebras da quarta-parede, os flashbacks, as “voice overs” e o fio condutor, e teria sido brilhante, se melhor dirigida e em texto menos superficial. As Aves de Rapina, Rosie Perez, Mary Elizabeth Winstead, e Journey Smollett-Bell, especialmente a última, mal funcionam em suas personagens, que, superficiais, carecem de substância dramatúrgica. Ewan McGregor oscila entre a precisão e a canastrice, e suas interações com Chris Messina, o Victor Zsasz, necessitam de maior química. Critérios técnicos são todos bons, mas sem qualquer destaque.

TRAILER

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