• Fábio Ruiz.

Nós – EUA – 2019



#Nós começa como muitos outros filmes de terror e suspense; estabelece uma premissa, em títulos no início do filme; e uma tese, originada em um fato, normalmente assustador, alicerce para o desenvolvimento da trama, que instiga a curiosidade e prende a atenção do espectador. Usualmente, esses fatos nos remetem ao inconsciente coletivo, ao nosso imaginário, se preferir, a lendas urbanas, ou até a axiomas filosóficos. #Us, apesar de um prólogo promissor e de algumas cenas assustadoras, baseia-se em uma ideia fundamentada em paradigmas reais, perdendo apelos figurativos e fantásticos, que permeiam o inconsciente coletivo. A família de Adelaide, composta dela, seu marido, Gabe e seus filhos Zora e Jason é assombrada por réplicas, ou algo do tipo, que se mostram em uma noite, após passarem o dia na praia, onde a mãe se perdera quando criança, cena essa, a fatídica, que edifica o desenvolvimento, e que revela mais do que o necessário, quando se vê a primeira cópia, do desfecho, e da reviravolta final.


A direção de Jordan Peele imprime fortes tensões e suspenses valorizando o esvaziado texto, auxiliado pelas excelentes atuações de Lupita Nyong´o, como Adelaide e Red, Elisabeth Moss, como Kitty e Dahlia, Shahadi Wright Joseph, como Zora e Umbrae, e da menina Madison Curry, como as jovens Adelaide e Red. Evan Alex, como Jason e Pluto, também contribui para adicionar humor situacional. O resto do elenco é competente, sem destaques. A fotografia, arte e edição são excelentes, idem a música, que se destaca dos demais, adicionando, significativamente, aos terrores cênicos. Um filme de terror, baseado em premissas do mundo real, que esvaziam a teia sinistra que costura esse tipo de enredo, e sem força dramatúrgica para reciprocarem o fantástico, além de um tanto previsível e incoerente, é o que nos apresenta Nós, que não faz jus às expectativas pós-Corra! Em Cartaz. #Universal #UniversalPictures#UniversalPicturesBrasil #MonkeyPaw


TRAILER

#Hollywood2019 #2019 #Análise

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