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  • Cardoso Júnior

Hotel Artemis – EUA-2018

Atualizado: há 7 dias


Eis um projeto nitidamente ambicioso e até inovador por vários motivos. Toda ação é passada num tempo indefinido. Não está no presente, mas decorre num tempo próximo marcado por uma tecnologia clínica e máquinas de cura ainda inexistentes. 95% de toda a ação prometida acontecem dentro do hotel título que, por si só, com sua cenografia inusitada que mistura passado e futuro, torna-se um grande personagem, da estória. A mistura bem temperada de vários gêneros como fantasia, suspense, Thriller policial, ação e até romance permeado com leve tom sarcástico num contexto apocalíptico, deixa o espectador em alerta tentando juntar as peças do quebra-cabeça do roteiro que ainda transita subliminarmente por uma inteligente crítica ao atual momento político mundial com foco no embate entre as grandes corporações controladoras do sistema e uma população revoltada. Sim, eis um trabalho com uma gama de boas idéias!

Como se não bastasse, o elenco composto por atores de várias etnias compondo personagens muito interessantes, ainda tem a frente à portentosa Jodie Foster (envelhecida artificialmente), numa mais que comprometida entrega a sua personagem central praticamente controlando com seu desempenho e arco dramático todo o carisma da produção mesmo que todo o elenco tenha, individualmente, sua chance de brilhar no exíguo tempo de uma única noite tensa – interna e externamente- onde os personagens se cruzam de maneira inesperada e numa atmosfera prestes a explodir.

Assim, é uma pena que os ótimos elementos reunidos nesse trabalho sucumbam a algumas fraquezas do roteiro que, de posse de uma excelente premissa, não se aprofunda plenamente nos dilemas de seus personagens negando-lhes um maior desenvolvimento talvez muito por conta dos seus 97 minutos, pecando nas subtramas de personagens promissores resultando numa experiência muito envolvente, mas que resulta insatisfatória em sua conclusão.

Ainda que a direção e a montagem sejam muito competentes, os fracos diálogos somados ao enquadramento fechado da última luta que encobre a sua coreografia comprometam o conjunto da obra mesmo que tais limitações não impeçam que a trama continue envolvendo e levando o espectador a sua conclusão que, felizmente, não cai na armadilha barata de oferecer ganchos para continuações e franquias limitando-se a contar uma estória com princípio meio e fim e, mesmo que não decole com a velocidade prometida, resulta positiva pela criativa proposta e, claro, pela presença da magnífica de Jodie Foster Vale conhecer!

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