• Fábio Ruiz.

Deixe a Luz do Sol Entrar – EUA – 2017


Equivocadamente categorizado como uma comédia romântica, Deixe a Luz do Sol Entrar é, na realidade, um drama romântico em torno da pintora Isabelle, uma mulher solitária na meia-idade em busca da felicidade em um amor que a complete plenamente. O roteiro não evolui além das tentativas frustradas de Isabelle alcançar o seu objetivo, pois sua busca é exterior e não interior, mas consegue manter a atenção por algum tempo até tornar-se entediante. Logo, percebe-se que a protagonista é uma pessoa infeliz integralmente, incapaz de alegrias sozinha, que vive à cata de um homem que a faça sentir bem-estar. A direção de Claire Denis é insipiente, com muitos enquadramentos desconfortáveis, vide a cena em que Isabelle confronta Sylvain em seu apartamento, mas com outros felizes, como a sequência de Isabelle dançando sozinha na boate. Juliette Binouche salva o filme com interpretação espetacular. Contudo, algumas atuações são terríveis, como a de Paul Blain, o Sylvain, e Gerald Depardieu, que aparece nas duas cenas finais, a primeira, descartável, apresentando a personagem, Denis, um vidente, que até então não havia aparecido e tentando lhe atribuir alguma humanidade, e a última, um dialogo com Isabelle, quase um monólogo, onde Depardieu, entre uma fala e outra, solta, piegas, o título do filme que se traduz do francês como "uma boa luz ou um bom sol interior" já em meio aos créditos finais. Critério técnico algum se destaca, sendo meramente medianos.

Dramas psicológicos pessoais são difíceis de fazer, e talvez, ainda mais de assistir. Vale ressaltar que, inteligentemente, a protagonista não sofre qualquer transformação do início ao fim, conseguindo, mesmo assim, conceder algum interesse à trama. Se o estilo vos atrai...

TRAILER

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