Catarina, A Grande- Reino Unido-2019

15 Nov 2019

 

 

A grande responsável pelo aprimoramento e agigantamento das séries televisivas, a HBO, após o retumbante sucesso de público e critica de “Chernobyl” (Análise nº 1.063) , investe agora em um potente drama histórico de proporções artísticas tão impressionantes quanto deslumbrantes.

 

Realizada por Philip Martin (The Crown), escrita por Nigel Williams (hábil adaptador de biografias), a saga do reinado da imperatriz  Catarina da Rússia, contada através de uma história de amor, não apenas abrange esse aspecto como também, aproveitando-se dos inúmeros boatos difundidos após sua morte (por seu filho), trafega pelas inevitáveis intrigas palacianas centrando o foco no empoderamento de uma mulher culta que, a despeito de todos os preconceitos de gênero conseguiu não só manter o poder com mãos férreas e, a despeito de todas as críticas, amou abertamente sem vergonha de fazê-lo. Embora o cerne seja a relação(s) amorosa(s) da rainha, há muito que se aprender (sem didatismos), sobre a expansão do império Russo e sobre uma Europa em plena revolução de idéias e ideais.

 

Evitando com galhardia parecer uma “Guerra dos Tronos” as belíssimas cenas de batalhas são breves (ufa!), centrando-se muito mais na diplomacia, causas e conseqüências dos conflitos enquanto o roteiro tem ótimos diálogos com boas pitadas de acides, vilania e até alguns muitos palavrões, mas são as estonteantes tomadas externas muita das vezes em luz natural e a deslumbrante fotografia de opulentos interiores, sempre pigmentadas em ouro-velho e, não menos extasiantes figurinos e adereços que fazem de #CatherinetheGreat um fulgurante espetáculo visual.

 

Não obstante, a inigualável Helen Mirren (A Rainha), é a rainha epicentro hipnótico de todas as cenas e há que se lamentar a gritante falta de química com o australiano Jason Clarke nessa gigantesca produção que nos leva para dentro da corte russa do século XVIII, repleta de luxúria, romances, intrigas e disputas pelo poder fazendo com que #CatarinaAGrande seja, finalmente, apresentada ao mundo com toda a complexidade de uma mulher muito a frente de seu tempo.
Nos vemos no Emmy 2020.

 

 

 



 

Ps1: O Narrador ou era dispensável ou merecia melhor desenvolvimento 

Ps2: Disponível na #HBO

 

TRAILER 

 

 

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