Tudo Que Quero – EUA – 2017

29 Apr 2018

 

Wendy é autista e vive em uma casa em São Francisco para pessoas com a sua condição. Apesar das dificuldades de relacionamento, lá, vive em rígida rotina que a ajuda a manter a sociabilidade, mesmo que não goste de todos os seus afazeres e preze mais assistir Jornadas nas Estrelas na televisão e escrever. Quando um concurso de roteiros para um episódio especial dessa série é lançado, ela escreve um que deverá ser entregue nos estúdios da Paramount até às 17 horas do dia dezesseis de fevereiro e Wendy fará tudo para cumprir o prazo estipulado, inclusive romper com os hábitos que a estabilizam.

 

O roteiro é simples, e, basicamente, linear, com alguns flashbacks que estabelecem o passado e as relações familiares de Wendy. O desenvolvimento da trama principal começa um pouco tarde para estabelecer as premissas nas quais esse se edificará: a rotina de Wendy, sua relação com Audrey, sua irmã, com Scottie, sua terapeuta, com seus colegas da instituição e de trabalho, e com o mundo exterior, estabelecendo os limites de sua condição e seu cotidiano, para que, quando embarque no ônibus em direção a Los Angeles, o espectador perceba que para Wendy, o que assumimos como corriqueiro e fácil, significa a quebra de fortes paradigmas e hábitos que garantem sua estabilidade mental e social.

 

A direção é relevante em suas escolhas, com planos oportuníssimos e sensíveis, vide a cena em que Wendy está no chão após uma crise. Dakota Fanning ressuscita o potencial visto quando atriz-mirim, que serenou ao ganhar maturidade, em bela interpretação. Toni Collete e Alice Eve dão grande credibilidade e sensibilidade às suas personagens, especialmente Eve, que, delicadamente, consegue ilustrar a miríade de perspectivas da responsabilidade que o destino a incumbiu. O resto do elenco é competente, destaque para River Alexander no papel de Sam, filho de Scottie. A música é muito bem executada e conduzida e a trilha sonora, oportuna. A edição é excelente e demais critérios bastante hábeis.

 

 O filme busca o entendimento do espectador de que para pessoas como Wendy, o crescimento advém do consecutivo estabelecimento de hábitos e quebras de paradigmas para que um novo status quo seja estabelecido, em outro patamar, através do didatismo estabelecido entre as partes. Vale assistir.

 

 

 

TRAILER

 

 

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