Terra Escura -Dinamarca-2017

16 Sep 2017

 



O mais que provável trabalho que a Dinamarca indicará ao Oscar 2018, é um thriller de ação bastante sombrio com enredo inteligente que transita por temas atuais, realistas e conflitantes merecendo ser visto como uma lufada de vento inovador no batido e tão explorado gênero.

Distanciando-se da fôrma de bolo Hollywoodiana, “Underverden” explora com argúcia a espinhosa questão dos imigrantes iraquianos na Dinamarca traçando um claro paralelo social na medida em que estabelece nítido contraste entre aqueles que obtêm sucesso e respeito profissional e os que optam pelo fracasso e imersão no submundo das gangues de Copenhague ainda que pertençam a mesma família.

É com certa e audaciosa lentidão (para o estilo), no primeiro ato, que o diretor Fenar Ahmad vai construindo sua tensa e até perversa estória repleta de simbolismos e dicotomias, pilotando com perícia relações de amor, ódio, passividade e vingança enquanto extrai de um plot aparentemente simplista uma cinematografia surpreendente.

Levando sua trama de ação-criminal por espaços cênicos bastantes díspares, pontuada por diálogos contundentes, atuações realistas e poderosas embaladas por um designer de som incomum costurando muito bem as sutis, mas diversas subtramas e subdramas, leva seu herói- protagonista à encruzilhada do anti-herói, permeando com geniais sequencias de lutas e conflitos interiores fazendo-nos acompanhar sua sangrenta jornada com máximo interesse e muitas doses de empatia em busca da redenção.

Com tema centrado na atual sociedade Dinamarquesa, Darkland tem a seu favor a universalidade deles e a inovação dramatúrgica da formula. 

Bravos, Dinamarca! Muitas chances de um Top-Five com esse trabalho. 


 

 

 

TRAILER

 

 

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