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  • Fábio Ruiz

Digger - Grécia - 2020


Após a morte da esposa e mãe, pai e filho se reencontram depois de anos, mas o que parecia focar nos embates de uma relação apartada, descamba por versar também sobre o capitalismo selvagem e a defesa do meio ambiente, tudo em meio a conflitos superficiais, vazios, e primários, com tensões tênues que não substanciam, nem valorizam os temas em questão, parecendo um filme adulto infantil. Quando as disputas se elevam, fazem-no de forma um tanto inverossímil, que culminam em um final menos crível ainda, mas que vai ao encontro das narrativas ao estilo “Greta Thumberg”, blah, blah, blah. Na ausência de estofo na dramaturgia, apela-se para o uso de imagens belíssimas, porém que não evoluem a trama, apenas a embelezam.


A direção do inexperiente Georgis Grigorakis é, supreendentemente, boa, mais nas imagens vazias do que naquelas que efetivamente carregam dramaturgia. O elenco é bom, mas sem destaques. A fotografia é excelente, especialmente a noturna. A música agrega ao tom soturno da trama, e demais quesitos técnicos são bons.

#Digger seria muito mais relevante se seus conflitos não fossem tão superficiais e mal desenvolvidos, mas é um candidato que traz tema que tem apelo nos votantes ao Oscar. É um filme que almeja falar muito, mas diz muito pouco.