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  • Cardoso Júnior

Agnes Joy – Islândia -2021


A Islândia vem tentando há algum tempo inserir-se no mercado cinematográfico europeu sem nenhum sucesso e, mesmo esse, indicado a uma vaga no Oscar 2021 serve para mostrar o quão ruim ainda são os roteiros e desenvolvimentos criados pelo país. Digo isso muito em função de “Pardais” (analisado em 15/10/16), que também representou o país na disputa.

Com exceção de sua moderna e brilhante capital, Reiquiavique, o país é repleto de pequenas cidades em zonas rurais destituídas de atrações ou diversões onde o tédio habita e, mais uma vez centrando nelas, a diretora Silja Hauksdóttir, investe no batidíssimo tema da família disfuncional sem acrescentar nada de novo ou mesmo de interessante.


Com roteiro nada original e personagens muito mal desenhados, alguns sem função nenhuma, o script tenta trazer a questão do marasmo existencial e familiar afetando duas mulheres (mãe e filha pós adolescente) e usa do recurso de inserir um homem desejado por ambas para gerar o grande conflito, mas nada funciona de uma forma que se possa chamar de minimamente interessante.

E só.



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