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  • Fábio Ruiz

A Guerra do Amanhã – EUA – 2021


#TheTomorrowWar é um pot-pourri de dramaturgias de diversos filmes, como O Exterminador Do Futuro, De Volta Para o Futuro, Alien, Predador, entre outros, cuja compilação resulta em um roteiro insosso, previsível e superficial. Falha ao não criar uma relação pessoal entre humanos e monstros, trabalhando no atacado, mortes indistintas e sem significações em ambos os lados. Ao ouvir o número de anos que as personagens viajarão no futuro, já se sabe exatamente quem a protagonista irá encontrar lá, sem a menor sombra de dúvida, o que acontece quase de imediato. E apelando para catarses familiares entre pais e filhos em duas gerações, a trama segue sem grandes atrativos além das cenas gigantescas de batalhas entre alienígenas e humanos.


A direção do inexperiente Chris McKay consegue até introduzir suspenses, mas o texto não provê elementos para tantos. Chris Pratt entrega a mesma personagem de sempre, o bom moço malandro-afetivo, como outras já vistas em diferentes filmes. Do elenco coadjuvante, vale destacar J.K. Simmons que consegue criar uma personagem interessante, pois o roteiro o consubstancia com muito pouco, de resto os atores são medianos para fracos. Quesitos técnicos são, todos, ótimos, mas não excelentes, especialmente os efeitos especiais, e a composição do monstro, que também é um pot-pourri de outros já vistos no cinema.


#AGuerraDoAmanha, filme número um na plataforma Amazon Prime, é um desperdício cinematográfico, em todos os sentidos, um painel de "dejá-vus” apenas.