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  • Fábio Ruiz

A Cor da Ambição – Inglaterra – 2019

Atualizado: Set 7



#TheBurntOrangeHeresy, tenta alçar voos tão altos quanto obra de seus produtores, O Talentoso Ripley, mas perde altura no meio do percurso. Apesar de uma trama interessante, carece da elegância e da ingenuidade de Ripley apesar de tentar caminhar sobre suas pegadas. Há muitas semelhanças entre as duas dramaturgias, mas onde em uma sobra brilhantismo, a outra falta em simplicidade, em sagacidade, onde uma, conflituosa, a outra é quase óbvia, e em algum momento inverossímil, pois é difícil acreditar que uma pessoa retorne à casa de alguém que acabou de tentar matá-la, e cujo desfecho torna-se previsível. Apesar disso, conta uma estória, bem construída, com começo, meio e fim, e apresenta reviravolta interessante no final.



A direção de Giuseppe Capotondi, apesar de competente, não se compara à de Anthony Minghella, embora siga na mesma linha. Elizabeth Debicki, a melhor em cena, concede verosimilhança à personagem apesar do texto, Claes Bang é um tanto canastrão, como também, Mick Jagger, mas Donald Sutherland compensa pelos dois com trabalho pequeno mas significativo.A fotografia, a música, em especial, e a arte parecem querer seguir na linha de Ripley, e apesar de bem executadas, carecem de originalidade. A edição é ótima.


#ACorDaAmbição, um filme interessante, mas sem carisma, acaba por seguir os passos de um melhor e mais cativante, mas, apesar de tudo, vale conferir.




TRAILER