• Fábio Ruiz.

Anna: O Perigo Tem Nome – França – 2019


#Anna é uma jovem sem futuro em Moscou, quando se alista na marinha, ela é oferecida a oportunidade de mudar e salvar a sua vida, sendo recrutada pela KGB, mas na agência descobre que, apesar do destino alternativo, continua prisioneira, e, depois de despertar o interesse da CIA, planeja buscar a sua liberdade.


O roteiro de Luc Besson opera em revelações, descontinuando a linearidade a cada surpresa, retornando ao passado para ilustrar uma visão alternativa dos fatos, e, primeiramente, apresenta a personagem Anna até ingressar na KGB, depois, já na agência, suas missões, até que a protagonista chama a atenção da CIA, que passa a vigiá-la, criando um interessante jogo de espionagem e contra-espionagem, voltas e reviravoltas centradas em Anna, que, insatisfeita com a vida de agente, busca a sua liberdade. Apesar de atrativo, o texto guarda muitas semelhanças com outras obras do autor, mas, em especial, com Nikita: Criada Para Matar, inclusive com similitudes situacionais, como a cena do restaurante, que apesar de excelente e diferente, não deixa de remeter o espectador à obra anterior.


A direção também de Besson é ótima, imprimindo um ritmo frenético à trama, construindo muito bem uma narrativa complexa e disruptiva, e, especialmente dirigindo atores. Helen Mirren e Luke Evans, os melhores em cena, constroem personagem sólidas e distintas; Cillian Murphy, apesar de excelente, peca na distinção de sua personagem, caindo um pouco no lugar comum; e Luc adora lançar novas atrizes, especialmente advindas do mundo da moda, e Anna, interpretada pela novata Sasha Luss, não é diferente, conseguindo fazê-la funcionar dentro do conjunto, apesar de se perceber sua inexperiência. A edição funciona muito bem, construindo, impecavelmente, a difícil narrativa nada linear do roteiro. A música valoriza as tensões do texto e eletriza as de ação. A arte reproduz muito bem as épocas retratadas, e a fotografia é excelente. #AnnaOPerigoTemNome, uma trama repleta de suspenses e surpresas, que peca na originalidade, mas que apesar de lembrar obras antigas de Luc, funciona, tanto pelo texto, como pela direção, e, também, pelas atuações de Mirren e Evans. Vale Assistir. Em cartaz. #ParisFilmes #ParisFilmesBrasil


TRAILER

#França #Análise

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