• Fábio Ruiz.

Borg vs McEnroe – Suécia – 2017


Final do torneio de Winbledon, 1980, Björn Borg e Jonh McEnroe, na quadra, empatados. Assim começa a trama de Borg vs McEnroe que tece as trajetórias individuais dos dois tenistas até essa emblemática partida que é uma das mais épicas da história do tênis masculino. Uma história muito bem contada que transita entre o tempo da final e excertos de suas vidas, em flashback, que procuram estabelecer os percursos dos dois tenistas e a surpreendente formação de suas personalidades tão diversas, Borg elegante e frio, McEnroe, descontrolado e esquentadinho. O roteiro entrelaça muito bem o presente ficcional, que se passa no momento da final em Winbledon, e as passagens das vidas de Borg e McEnroe, se alongando mais na do primeiro, e, habilmente, conta uma história interessante e reproduz, com grande precisão, as tensões da memorável partida, Aqueles que tiveram a sorte de assisti-la em 1980, identificarão perfeitamente os momentos diante da televisão com os do filme, tamanho o cuidado em sua reprodução. A direção de Janus Metz é firme, competente e criativa. Stellan Skarsgård é o grande realce do elenco, mas Sverrir Gudnason entrega uma linda intrepretação de Borg. Tuva Novotny está muito bem no papel de Mariana Simionescu, noiva de Borg. O elenco infanto-juvenil foi muito bem selecionado e é bastante competente. Shia LaBeouf está em sua zona de conforto no papel do “bad boy”, mas, mesmo assim, não entrega uma atuação ímpar – um ator que teve todas as oportunidades para se provar, mas que, até o momento, não fez nada célebre ou notável. Até quando a indústria deixará de dar oportunidades a outros, na esperança de que Shia se consolide? A fotografia contextualiza, primorosamente, a década de 80, bem como a arte. A música é primordial no estabelecimento das tensões e a edição e o som são excelentes. Saudosos e extasiados, ficarão os amantes do tênis com essa história singular, e os amantes do cinema encontrarão uma trama muito bem esculpida, interessante e muito bem realizada, que, em nada, deixa a desejar às produções hollywoodianas. Vale assistir.

TRAILER

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