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A 13ª Emenda – EUA – 2016.


A mesma diretora do bem bom longa “Selma- Uma luta Pela Igualdade”, (2014), faz agora um documentário temático de altíssima relevância. O tema é tão importante que foi selecionado entre os 15 melhores documentários do ano na corrida pelo Oscar 2017 e, em nossa opinião ainda precipitada, é sim, um concorrente de peso.

Partindo de um plot onde existe uma brecha na famosa 13ª emenda americana que proíbe escravidão e servidão, a narrativa documental vai apresentando números assustadores como: O país da Liberdade, hoje, tendo 5% da população mundial, bate o recorde de ter a maior população carcerária do mundo.

O roteiro aprofunda as estatísticas fazendo um panorama ainda maior sobre o País da Liberdade que concentra 5% da população mundial têm uma população carcerária atualmente em torno dos 25% o que equivale a espantosa conclusão: Entre quatro pessoas livres no mundo, uma está presa no EUA e, mais que muito provavelmente é um afro-descendente.

Como se não bastassem números tão...assustadores o roteiro pontua a política norte americana, de Lincoln a Donald Trump, mostrando e provando o quanto a política, antiga e atual, serve ao preconceito ao trabalhar a favor da credibilidade que o homem negro é o grande predador e que deve ser mantido encarcerado.

A direção através de entrevistas que nunca caem na monotonia e mantêm um crescente pico de interesse, frente a importância mundial do assunto, “prova” que a escravidão não foi abolida e sim camuflada pelo sistema tornando-se tão velada quanto atuante e presente nos dias atuais.

Assim, direção e roteiro de “13 Th” vão costurando com uma linha forte e consistente uma perfeita colcha de retalhos e, para quem tem os olhos abertos e poder analítico- dedutivo, percebe facilmente que sua lamentável história não é e não está apenas centrada / acontecendo nos EUA e sim, em todo

planeta...disfarçadamente xenofóbica e amparada pelas leis.

Bravos, Netflix!

TRAILER

#AméricadoNorte #Análise #Oscar2017

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