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A Piscina- França – 1969.


Saindo da nossa linha editorial de procurar estar sempre no presente do indicativo, fomos dar uma espiada no pretérito mais que perfeito... Com roteiro que pretende transitar entre o suspense psicológico e investigação criminal, peca acintosamente pela falta de ritmo, pelos poucos diálogos, investe em um aprofundamento raso dos personagens, busca um tipo de rebuscamentoautoral que leva à uma grande falta de entendimento dos contextos. Fica claro que a direção estava muito mais preocupada em trabalhar sua câmera contrastando luminosidades em rostos e corpos de seu belíssimo elenco que propriamente desenvolver um thriller. Por certo há que reconhecer que, para a época, esses takes extremamente quentes e sensualismos, foram mais que ousados, talvez um escândalo mesmo, mas a falta de consistência da trama acaba em grande decepção. A decepção só não é menor pelo conceito levado ao extremo de enquadrar / fotografar a beleza em seu expoente máximo configurada pela química entre Alain Delon, Romy Schneider e Jane Birkin em belos cenários, corpos bronzeados e na profusão de olhos azuis. Por fim, “La piscine” é um grande exercício de interpretação de atores que pode extasiar pela beleza e cansar por tudo o mais. Aqui, ficamos de dedos cruzados para que o futuro do presente nos mostre algo muito mais...interessante e “A Bigger Splash" (Itália) com Tilda Swinton e Matthias Schoenaerts venha para revitalizar essa estória.

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#Europa #Análise

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