• Cardoso Júnior

Aliança do Crime – EUA- 2015


Os EUA têm certa “idolatria” por seus gangsteres que vai dos mais conhecidos aos desconhecidos; não importa, sempre serão material comercial a ser vendido pelo cinema Americano. Aqui não vamos fazer uma lista sobre filmes do gênero nem entrar na questão sócio cultural mercadológica. Dissemos isto porque eis mais um filme do gênero: “lealdade e honra entre assassinos”. Ok, ok, baseado em fatos reais (de extrema relevância, não sabemos para quem), investe pesado na abundância de atores “famosos” de tal forma que, há que se ter atenção para acompanhar o entra e sai cênico de todos no desenvolvimento de um roteiro que oscila entre: drama, investigação, biografia, ação, máfia, corrupção e, com sérios problemas de ritmo na ligadura dos três atos. Há um excesso de conversas dramatizadas que contribui enormemente para a descontinuidade do pico de interesse e, a boa fotografia e trilha sonora, óbvia demais, não ajudam em nada.

Por certo, não poderiam faltar cenas de violência e crueldade explícita registradas em closes (tudo em nome da lealdade), e algumas atuações a serem consideradas, afinal este é o grande mote da proposta. E, neste quesito, também há enormes disparidades que vão de alguns overactings à inexpressividade cênica de Benedict Cumberbatch e Kevin Bacon, salvando-se com mérito apenas Peter Sarsgaard.

Ah, sim, sim, o grande “atrativo” seria a transformação física de um Johnny Depp irreconhecível que, a pesada maquiagem, impede os esgares caricatos congelando as feições numa máscara cruel; até o corpo acompanha o congelamento facial de olhos faiscantes como um autêntico vampiro trevoso. Na cena de confrontamento (na porta do quarto), por pouco não pula na jugular da sardentinha Julianne Nicholson, mas chega a mostrar os dentes. Ok, é algo do tipo Nosferatu, para radicalizar e enterrar Jack Sparrow. Enfim, se você gosta de história de gangsteres veja, caso contrário, não perderá nada

TRAILER

#Hollywood #Análise

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